Como funciona a keto diet, prática que estourou em 2018

Também conhecida como dieta cetogênica, ela prioriza a ingestão de gordura

Publicado em 05/12/2018
Tiras cruas de bacon

Perder peso infelizmente continua sendo uma obsessão para muita gente, e a busca por novas dietas é contínua na vida daqueles que querem eliminar a maior quantidade no menor tempo possível. A modalidade em ascensão no momento talvez seja a dieta cetogênica, também conhecida como keto diet nos EUA, que vem ganhando as manchetes na internet por conta de suas histórias de “sucesso”. 

E você? Já ouviu falar dela?

Vamos explicar, resumidamente, como funciona:

A dieta cetogênica prioriza a ingestão de gorduras, que podem representar até 90% da alimentação diária de seus adeptos, sendo que o restante é ocupado por proteínas e uma pequena quantidade de carboidratos. 

Esse grande volume de gordura coloca nosso sistema em cetose, um estado metabólico no qual o corpo queima gordura ao invés de carboidratos para gerar energia, esta proveniente dos corpos cetônicos produzidos no fígado a partir da gordura armazenada. Essa situação possibilita uma rápida e substancial perda de peso. 

Alimentos como carnes, peixes, bacon, abacate, manteiga, castanha-do-pará e azeite de oliva são recomendados nesse caso, ao passo que pães, massas, doces, refrigerantes, e frutas e verduras com alto índice glicêmico, como maçã e cenoura, não são indicados.

Estudos sobre a prática, que originalmente foi desenvolvida para o tratamento de doenças neurológicas como a epilepsia, ainda são pouco conclusivos, mas seus defensores afirmam que sua adesão provoca o aumento dos níveis de energia, grande diminuição do desejo por doces, além de combater doenças do coração, câncer, Alzheimer, Parkinson, acne, síndrome do ovário policístico, diabetes tipo 2 e danos no cérebro.

Por outro lado, a dieta cetogênica também traz malefícios consideráveis ao nosso corpo, que devem ser tratados com muito cuidado. Um dos efeitos imediatos é uma gripe (keto flu), que se manifesta poucos dias após o início da dieta. Além dela, os níveis de energia e a capacidade mental diminuem, a fome aumenta, surgem problemas relacionados ao sono, náusea, desconforto no sistema digestivo e piora na performance em atividades físicas - tudo isso nos primeiros dias.

As limitações nutritivas de uma dieta como essa, pouco variada, também aumentam os níveis de colesterol LDL (ruim), além de provocarem falta de selênio, magnésio, fósforo e vitaminas C e B. Por conta das grandes quantidades de gordura, o fígado pode ficar comprometido. Os rins são outros órgãos que sofrem com a dieta, que também causa constipação, mudanças de humor e pensamento confuso, uma vez que o cérebro precisa de carboidratos saudáveis para funcionar propriamente.

Capa: Pixabay